Minha experiência no meio acadêmico é marcada por decepções. Em resumo, digo que a situação é de simples compreensão, trata-se de uma degeneração generalizada.
Tive o prazer de conhecer poucos mestres com vocação e habilidades grandiosas. Tive o desprazer de conhecer uma massa pretuberante de supostos eruditos que cultivam uma mediocridade repugnante, bem como parecem fazer o necessário para conduzir outros em direção a fossa na qual se putrefazem coletivamente.
Essa fossa a qual me refiro talvez seja o oitavo circulo, onde habitam os falsos conselheiros. Esses falsos conselheiros, que são indevidamente honrados como professores, sofrem da sociopatologia que assombra o ocidente nas últimas décadas - pela qual quero ser o responsável pelo diagnóstico - a úlcera da falta de propósito.
A falta de propósito se manifesta nestes homens sem substância e faz deles homems “sem si” (em consequência, nada para mulheres também ~ in parenthesi). São homens da ciência medianos, que nada entendem das duas funções mais valiosas do ser humano.
Estes homens reconhecem a respeitabilidade, como uma espécie de compensação e o caráter obrigatório desse reconhecimento me proporciona igual dose de aborrecimento e desprezo. Mas o que são estes homens da ciência medianos? Primeiramente são homens fracos, isto é, possuem moral, valores e motivações questionáveis (como a de um cristão que tem sua fé divida em crenças do neopaganismo). Em acréscimo, não possuem autoridade condigna, nem autossuficiência.
O que ele possui é: laboriosidade (orientada regularmente de forma equivocada), compreensão e conformidade de seu posto e lugar, instinto para perceber seus iguais, acumulo de equivocos ao reconhecer inferiores e principalmente: despretensiosismo com suas habilidades e horizontes de ação.
Não se enganem com a confiança que esses eruditos ineptos possam eventualmente esbanjar. Ele é confiante, mas só como alguém que se deixa levar. A pior e mais perigosa atrocidade capaz de ser cometida por eles é o jesuistismo da mediocridade.
Estúpidos, presunçosos e compassivos o que fizeram vocês? Podaram as nossas esperanças! Ao invés de formar verdadeiros cientistas e pensadores, vocês formam cascas sem substância, sua imagem e semelhança. Vocês são a manifestação da serpente! * *
Mas o que deveriamos esperar de homens sem substância se não a transmissão da mediocriedade? Que ao menos estes tivessem lido um único livro na vida e que este livro tivesse sido Memórias Postumas, para então aprenderem os malefícios de terem filhos possuindo as comorbidades que contaminam sua laia.
Aqui acredito que tenha me alinhado bastante com a noção da **essência do homem (ou, melhor dizendo, a falta dela neste caso) trabalhada **por Nietzsche e chamada de “Vontade de Poder”, mais precisamente a Vontade de Poder Negativa.
Para aqueles que são leitores: não depositem suas esperanças nas próximas gerações, elas já se encontram danificadas de forma irreversível por esses crápulas! E ainda vos digo, se o fizerem, estarão comungando com as trevas e são tão culpados quanto eles, já que apoiam sua existência.
Meu objetivo com estas acusações é de elucidar sobre as atrocidades que estão sendo cometidas dentro da acadêmia. Não busco dizer que a acadêmia em si é de toda ruim, muito menos incitar qualquer flerte niilista ingênuo. Temos falsos mestres (os quais vou deixar de lado agora, pois o escárnio já se faz desnecessário a este ponto), mas também temos seus frutos, os lamentáveis aprendizes.
Sobre os aprendizes, vou me limitar a dizer que estes usam os mestres como muletas e são responsáveis pela conservação dos falsos mestres, eventualmente se tornando parte deles - reditus aeternam***! ***Este é um ciclo que me enoja. Você acredita que hoje estão sendo formados aqueles que vão mudar o rumo da nossa sociedade? Pois bem, você acredita em ideais acéticos, provávelmente na chapeuzinho vermelho também.