Nós que defendemos outra fé, nós que consideramos a democracia não só como uma forma degenerada da organização politica, mas como uma forma decadente e diminuída da humanidade que ela reduz a mediocridade, onde colocaremos nossa esperança?

A democracia favorece maiorias e infelizmente acredito que a sociedade ocidental que conheço não seja capaz de formar uma maioria consciente. Eu diria que nem mesmo aqueles que passaram pelas frouxas vestes do ensino formal estão devidamente capacitados para participar de qualquer ato democrático responsável.

Todo tipo de contenção é algo pensado por uma maioria medíocre.


O amanhã deve ser imagem e semelhança do que é almejado pela maioria. O amanhã será o que as pessoas moldarem através de suas escolhas, qualquer caminho diferente desse será apenas fantasia, não vai perdurar. É preciso do contentamento da maioria, pois só ela é capaz de viabilizar e sustentar qualquer sistema.


Na democracia, o direito – que não deve depender da política (eis aí a sua autonomia) e, sim, com ela dialogar – não é, como de resto já parece estar claro, uma privada concepção de desejos, um particularíssimo jogo de linguagem ou, no oposto, o produto da volonté générale, permitindo, nesses paradoxais extremos convergentes a um mesmo destino, um raciocínio em que os fins justifiquem os meios.


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