https://youtu.be/A8As8mFaRGU

É evidente que o processo de privatização do Brasil foi realizado tendo em vista o benefício de outras partes, mas não o Brasil em si. Os acontecimentos, as notas de compra e venda, entregam um só jogo: o Brasil possuía infraestrutura em diversos segmentos que precisavam de reformas e adequações (isso é fato) mas valiam muito mais do que o preço pelo qual foram negociadas. Além disso, setores de infraestrutura e recursos estratégicos foram entregues para interesses externos.

Não faz sentido que todos os setores do mercado tenham controle e monopólio estatal, mas tão pouco faz sentido, que não se tenha nenhum tipo de controle estatal sob recursos, especialmente aqueles que se encaixam no segmento estratégico. Uma frase famosa que explica o descontentamento: “em trincheira não existe ateu e em crise não existe liberal”. Em tempos de crise nacional, é evidente que o mercado externo não tem nenhum interesse em comprometer seu lucro em benefício do estado, ao qual ele não está propriamente comprometido. Portanto, o discurso liberal de absoluta privatização, simplesmente não é capaz de vencer crises.

Então qual o sentido de privatizar? O argumento principal é: diminuir os gastos públicos com setores que podem ser gerenciados por empresas privadas, possibilitando assim, uma fatia maior dos recursos sejam destinados para setores vitais da sociedade, os quais o estado também é vital, como: moradia, educação, saúde e segurança. Entretanto, nada disso funcionou no Brasil, ou melhor, nada disso foi feito no Brasil. A explicação é simples, o plano de privatização não contempla nada do que é prometido através da propaganda, reiterando o que foi dito anteriormente, o objetivo é apenas contemplar interesses externos.

Quando o Brasil privatizou ele vendeu recursos, vendeu território, vendeu infraestrutura, vendeu pesquisas, vendeu conhecimento e sobretudo vendeu fatias consideráveis da sua soberania. Tudo isso em troca de algo abstrato, que ninguém consegue identificar ou entender o que é, sem cair em um discurso neoliberal ingênuo.


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